Serra do Espinhaço a Norte de Porteirinha

Por Paulo Guerrino Garcia Rossi, geógrafo pela UFMG (outubro 2013)

A Serra do Espinhaço — grande divisor hidrográfico interposto entre as bacias do centro-leste brasileiro e a do rio São Francisco — constitui, em Minas Gerais, um conjunto de terras altas, com forma de bumerangue de direção geral norte-sul e convexidade orientada para oeste. A denominação “serra” esconde, no entanto, uma realidade fisiográfica que seria melhor definida pelo termo “planalto” (SAADI, 2013).

Durante o Mesoproterozóico, um sistema de forças em regime extensivo conduziu a um adelgaçamento da litosfera continental que se traduziu nas partes superiores desta pela ruptura e a fraturação da crosta frágil. Desenvolveu-se então um processo de rifting que resultou na instalação de uma ampla bacia de extensão submeridiana onde se depositou o Supergrupo Espinhaço. Espêssas camadas de quartzitos com conglomerados e intercalações de sericita-xistos constituem o Supergrupo. Estes metasedimentos foram divididos em oito formações reunidas nos Grupos Diamantina e Conselheiro Mata. (Dussin & Dussin, 2013).

A foto mostra a região a norte de Porteirinha, onde o local apresenta a transição das porções serranas e planálticas da serra do Espinhaço com as depressões da bacia do São Francisco. As cotas partem da média de 1200m nos topos sobre as rochas quartzíticas do Supergrupo Espinhaço, atravessando localmente transição de esporões, a exemplo do condicionamento da cachoeira do Serrado, até atingir as planícies nas cotas de 540m em rochas cristalinas do complexo Córrego do Cedro, a exemplo da planície do córrego da Biquinha em primeiro plano na foto. As planícies adquirem caráter de superfícies aplainadas evoluídas, indicadas por King como resultantes do ciclo erosivo Velhas, sobre as rochas do Grupo Macaúbas. Nelas, os cursos fluviais são pouco encaixados, com grande variabilidade sazonal de vazão, sendo recorrente a formação de canais anastomosados, lagoas marginais e meandros abandonados.

Localização de Porteirinha BA

Localização de Porteirinha BA
Disponível em:
http://sigep.cprm.gov.br/sitio128/sitio128_impresso.pdf

Letícia Teixeira Palla Braga & Paulo Guerrino Garcia Rossi

Fontes:

http://igc.ufmg.br/portaldeperiodicos/index.php/geonomos/article/download/212/191

http://igc.ufmg.br/portaldeperiodicos/index.php/geonomos/article/download/215/194

http://sigep.cprm.gov.br/sitio128/sitio128_impresso.pdf

Por Jorge Luis Bilek, geógrafo pela UEPG (julho, 2005)

 Parque Estadual do Pico Paraná

O relevo paranaense está inserido em duas das grandes unidades morfoestruturais do Planalto Meridional brasileiro: A Borda Cristalina Oriental e a Bacia Sedimentar do Paraná. No Paraná a Borda Cristalina Oriental é formada pela área Pré-Cambriana que ocupa a parte oriental do Estado, cujas origens estão ligadas à tectônica Terciária, responsável pelo soerguimento e basculamento do conjunto cristalino, acompanhado de fraturas, falhas e flexuras que orientam a direção da Serra do Mar. A Serra do Mar ergue-se como um paredão abrupto, de altitudes superiores a 1.000 metros e não representa apenas um degrau entre o mar e o planalto que se desenvolve para o interior, mas uma serra marginal típica que se eleva sobre o nível médio do planalto.

Por Jorge Luis Bilek, geógrafo pela UEPG (julho, 2005)

É na Serra do Mar que localiza-se o Parque Estadual do Pico do Paraná no bloco Serra do Ibitiraquire, nos municípios de Campina Grande do Sul e Antonina, no estado do Paraná.  O Pico do Paraná é o ponto mais alto da região sul do Brasil.

São constituídos por granitos e granito-pórfiros mais recentes, huronianos. Segundo a classificação de Köppen, o clima é temperado – Cfb –, caracterizado por temperatura média no mês mais frio abaixo de 18 ° C (mesotérmico), com verões frescos, temperatura média no mês mais quente abaixo de 22° C e sem estação seca definida.

Fontes:

http://www.labogef.iesa.ufg.br/links/sinageo/aut/articles/442.pdf

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1127-2.pdf

http://www.cbmet.com/cbm-files/11-9e48b65a20adb63b6e804e74f50e1121.pdf

http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/floresta/article/view/21193/13980

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-89132001000500010&script=sci_arttext

Por Eduardo Cunha Duarte, geógrafo pela UFAC. Junho de 2010

A bacia do rio Madeira se estende pela Bolívia (51%), Brasil (42%) e Peru (7%)
e possui superfície de 1.420.000 km².O rio Madeira recebe esse nome após o encontro dos rios Beni e Mamoré na fronteira entre Brasil e Bolívia. No período de chuvas seu nível sobe e inunda as margens, trazendo troncos e restos de madeira das árvores, daí a origem do nome. A bacia do Madeira possui  três unidades morfo-estruturais: Andes, planície Amazônica e escudo Brasileiro. Devido a essa característica, verificam-se grandes altitudes na parte montante da bacia, vastas zonas de inundação na planície e a presença de cachoeiras no escudo brasileiro, principalmente próximo a Porto Velho. Na bacia a pluviosidade média anual é de 1.940 mm.
Logo adiante, na imagem da foto, ja estão  as obras do Complexo Hidrelétrico Madeira. Em breve esta paisagem será uma represa.

Bacia Amazônica

Por Henrique Ramos. Geógrafo pela USP

Aparece em destaque na fotografia o afloramento do maciço do Itatiaia, onde ocorrem essas famosas formações que, vistas ao longe, lembram agulhas negras verticais. Eis a origem do nome desse pico. É uma formação muito caracteristica de um clima tropical ou subtropical onde as precitações elevadas são constantes. Nesses ambientes a água interage com a vegetação rasteira presente e forma o ácido húmico que dissolve os minerais da rocha e entalha-a suavemente, tal como pode ser constatado na imagem. No caso, o intemperismo agiu sobre uma nefelina sienito.

Por Henrique ramos. Geógrafo pela USP

Aspecto geral da paisagem do Itatiaia. No primeiro plano está a rocha do maciço, um sienito, que apresenta sua granulação grosseira e as duas mais destacadas feições intempéricas locais: na parte inferior da imagem estão as marmitas, tipicamente arredondadas em função da presença do ácido húmico estagnado que se forma nos liquens e, no canto direito, as caneluras formadas pelo escoamento superfícial de água ácida. Ao fundo, o relevo movimentado da Serra da Mantiqueira exibe seus contornos mais destacadas, com vertentes de acentuada inclinação e divisores de água muito bem delimitados. À esquerda do pé do observador, se pode notar um extenso campo de matacões, espalhados por um contínuo de inclinação mais suave. Observa-se à vista a ausência de vegetação exuberante, isso porque nessa altitude surgem os campos alto-montanos, constituidos sobretudo de touceiras e musgo. Apenas esporadicamente, onde o solo e a disponibilidade de água permitem, surgem uma árvores, em geral nos setores côncavos do relevo.

Contribuição texto e imagem: Geógrafo Henrique Ramos (USP)

Por Letícia Teixeira Palla Braga, Geógrafa pela UFMG. Agosto de 2008

Domínio dos Mares de Morros ou domínio das regiões serranas, de morros mamelonares do Brasil de Sudeste – área de climas tropicais e subtropicais úmidos, zona de mata atlântica sul-oriental (Ab’Saber). Caracterizam-se pela presença de vales estreitos, apresentam relevo acidentado, ondulado e montanhoso. A litologia condiconante à formação desta paisagem é o embasamento granito-gnáissico.

A imagem é de Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, região serrana de Minas Gerais.

Por Letícia Teixeira Palla Braga, geógrafa pela UFMG. Novembro de 2009.

“O sertão vai virar mar
Dói no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão”

A Serra de Jaíba localiza-se no Norte do estado de Minas Gerais na região semi-árida. Trata-se de um relevo residual do Planalto do São Francisco, na Depressão Sanfranciscana. Geologicamente é uma área de rochas carbonáticas e siliclásticas do Grupo Bambuí, de origem marinha e por depósitos recentes. As formações do topo para a base da Serra são Formação Três Marias, Formação Serra da Saudade e Formação Lagoa do Jacaré, onde predominam respectivamente os arcósios e arenitos, os siltitos e margas e  os calcários.